
21/07/2016
O mundo caminha para viver em 2016 o ano mais quente já registrado, e os níveis de dióxido de carbono alcançaram novos índices máximos, impulsionando ainda mais o aquecimento global, informou nesta quinta-feira a Organização Mundial Meteorológica (OMM).
Junho marcou o 14° mês consecutivo de calor recorde em terra e oceanos, segundo a agência da Organização das Nações Unidas (ONU). Os cientistas pediram rápida implementação de acordos feitos em dezembro, durante a Conferência do Clima em Paris, para limitar mudanças climáticas, com uma mudança de combustíveis fósseis para alternativas mais limpas até 2100.
Já de acordo com Nasa, medições em solo e do espaço indicam que, de janeiro até junho, todos os meses tiveram temperatura média global recorde para cada um deles desde o início dos registros, em 1880. O semestre também foi a primeira metade de um ano mais quente já observada, com temperatura média 1,3 grau Celsius acima daquela do fim do século XIX e 1,09 grau Celsius superior à média do período 1951-1980.
Os efeitos do calor são mais críticos na região do Ártico, onde a cobertura de gelo da Terra vem derretendo em ritmo acelerado. De acordo com uma pesquisa publicada nesta quinta, entre 2011 e 2014, somente a Groenlândia perdeu 1 trilhão de toneladas de gelo, devido ao aumento das temperaturas, que tornam o inverno no Hemisfério Norte cada vez menos rigoroso, e o verão mais quente.
Nas áreas do mundo as pessoas estão habituadas a viver com calor as temperaturas estão se tornando insuportáveis. Centenas de indianos morreram desde o início deste ano por causa do calor agravado pela falta de chuvas. No Iraque, o governo decretou dois dias de feriado, nesta quarta e quinta-feira, por causa do calor incapacitante na região.
Fonte: O Globo
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