
04/08/2016
Não bastava o excesso de sol, um outro vilão surge no horizonte quando se fala em envelhecimento precoce da pele: a poluição. Um dos fenômenos da vida urbana, a má qualidade do ar tem sido apontada por especialistas como mais um fator responsável por gerar sinais indejados no rosto e nas mãos, além de rugas.
— O sol é sempre o primeiro fator do envelhecimento precoce, mas há outros também, como estresse e alimentação. Nos últimos anos, estudos aqui no Brasil e lá fora comprovam a participação da poluição neste processo — explica a dermatologista Christiane Gonzaga, que cita os efeitos de poluentes liberados por automóveis como um dos culpados. Isso porque, combinados com a radiação, essas substâncias são capazes de afetar a pele, causando a perda de vitaminas C e E.
— O mecanismo de ação (da poluição na pele) é o ozônio. Não aquele da camada, mas o que é gerado na atmosfera, no contato dos poluentes com a radição solar. Isso é capaz de desencadear um estresse oxidativo na pele, gerando o envelhecimento — detalha a médica.
Os efeitos deste envelhecimento podem surgir de várias formas: da perda de elasticidade e firmeza, ao ressecamento e piora da textura da pele, passando pelo aparecimento de manchas, rugas e linhas.
— Às vezes não há uma percepção tão clara (de como a poluição afeta) — explica a dermatologista Juliana Neiva. — Dependendo do nível da poluição de onde você mora, pode ficar com uns cravinhos mais pretos, pele mais opaca ou com tendência a ressecamento ou oleosidade.
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