
09/08/2016
O Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio apura denúncias de que moradores de rua estão sendo abordados de forma truculenta por policiais e guardas militares e agentes da Secretaria municipal de Ordem Pública. A suspeita de entidades ligadas ao assunto é que os moradores estejam sendo intimidados para sair de pontos de grande circulação. Na quarta-feira, a violência contra pessoas em situação de rua — a estimativa é que sejam dez mil no no Rio — foi tema de uma audiência pública com participação de autoridades, acadêmicos e representantes da sociedade civil.
As denúncias partem de pessoas em situação de rua. Desde março, por meio do projeto Ronda de Direitos Humanos, defensores públicos estaduais e federais, além de equipes da Comissão de Direitos Humanos da OAB e de entidades ligadas ao tema, estão nas ruas em busca de relatos. Pelo menos 35 casos de constrangimento ou agressão já foram constatados, afirmam. O objetivo, de acordo com a defensora Carla Beatriz, coordenadora do programa, é reunir provas dos casos.
— Nós recebemos diversas denúncias envolvendo policiais militares, guardas municipais e agentes da Secretaria municipal de Ordem Pública. As dificuldades, no entanto, eram registrar e provar a ocorrência dessas ações. A ideia da Ronda é flagrar e coletar informações das vítimas — explica Carla Beatriz, acrescentando que as equipes atuam de forma sigilosa em locais e horários diversos.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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