
11/08/2016
Por André Tigueiro
Contradições à parte, foi a cerimônia mais bonita que já vi sobre a riqueza da cultura brasileira. Mostrou a nossa cara, fugindo dos clichês que remetem às "caricaturas". Mas foi na parte ambiental que o evento esbanjou coragem e inovação.
No momento esteticamente mais exuberante do espetáculo, mostramos os povos originais do Brasil ocupando o Maracanã (palavra que vem de "Maraca", o som de um pássaro em tupi-guarani), embora Brasil afora prossigam os massacres contra os povos indígenas sem que haja qualquer resposta à altura dos governos.
Destacou-se a força de um povo miscigenado - nossa verdadeira identidade nacional - embora a representatividade política esteja fortemente (e tragicamente) concentrada num segmento muito específico: homens, brancos e ricos.
Mais de três bilhões de telespectadores receberam uma aula sobre a maior tragédia ambiental do nosso tempo, o aquecimento global. E viram os atletas de todos os países serem convidados a depositar sementes em pequenos tubetes que serão a gênese de uma nova floresta no bairro de Deodoro, na zona oeste. A semeadura ocorre num momento em que boa parte do país arde em chamas com a proliferarão das queimadas, as taxas de desmatamento voltem a crescer de maneira preocupante, e muitos projetos absurdos - inclusive o do atual Ministro da Agricultura, Blairo Maggi - tentam implodir a exigência de licenciamento ambiental.
O texto completo pode ser lido no G1
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