
25/08/2016
A pior seca na região do Chaco, na fronteira entre o Paraguai e a Argentina, transformou o rio Pilcomayo, um dos afluentes do rio Paraguai, em um "cemitério de jacarés".
Centenas de jacarés mortos jazem no leito seco do rio Pilcomayo, no Paraguai. Alguns morreram de fome e sede, outros –que ainda estão vivos– se afundam no barro para evitar os ataques dos abutres.
Durante a estiagem, entre abril e outubro, o rio fica seco, um fenômeno cíclico que se acentuou devido à mudança climática e ao desmatamento. Essa é a pior seca dos últimos 19 anos e não chove desde abril na região do Chaco.
Ambientalistas denunciaram que as canalizações anuais não foram realizadas em 2015 ou foram feitas de forma negligente. A Argentina disse que vai permitir ao Paraguai a entrada de suas maquinarias para canalizar o rio, cujas as águas estão estancadas a 800 metros de seu território.
O rio Pilcomayo, que nasce nas cordilheiras orientais do planalto da Bolívia, se alimenta do derretimento dos Andes e deságua em uma bacia de 2.700 quilômetros quadrados na Argentina e no Paraguai, separando as regiões de Chaco Boreal a norte e Chaco Central a sul.
Fonte: Folha de S. Paulo
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