
01/09/2016
Alheio aos gritos dos seus colegas de turma, um filhote de orangotango se balança numa árvore de um abrigo da selva de Bornéu, onde os macacos recebem aulas para reaprenderem a viver em seu habitat.
Otan, um orangotango de três anos, aprende a se virar sozinho desde que foi encontrado, errante e em péssimo estado, em uma plantação de palmeiras. Tinha inalado fumaça procedente dos incêndios gigantescos que no ano passado destruíram extensas zonas de floresta tropical em Kalimantan, província indonésia da ilha de Bornéu.
No refúgio internacional para animais (RIA), Otan e outros orangotangos órfãos aprendem a fazer ninhos, a buscar comida e a evitar os predadores. Devem se preparar para regressar a uma selva onde estes grandes macacos da Ásia estão mais ameaçados do que nunca.
Em julho, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) declarou os orangotangos em perigo crítico, ou seja, a última etapa antes da extinção de uma espécie em estado selvagem. Ainda restam pouco mais de 100 mil exemplares em Bornéu. Em 1970 eram quase 300 mil, segundo a UICN.
Esses primatas de pelo ruivo poderiam desaparecer completamente de Bornéu nos próximos 50 anos, devido ao desmatamento e aos incêndios que afetam a floresta tropical, advertem os especialistas.
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