
13/09/2016
O Serviço Geológico do Brasil lança nesta segunda-feira uma nova versão do Mapa Tectônico da América do Sul. Produzido em parceria com o Serviço Geológico e Mineiro da Argentina (Segemar) e com a colaboração de outros órgãos do tipo espalhados pelo continente, o levantamento atualiza e aprofunda os dados disponíveis no mapa anterior, de 1978, e já está disponível para download gratuito por instituições, empresas e o público em geral no site.
— Desde 1978, umas das coisas que mais evoluiu foi a datação das rochas. Ou seja, a gente conseguiu descobrir com maior precisão a idade dos vários tipos de rochas e estratos (camadas de solo) da América do Sul, estabelecendo melhor a sequência de eventos que levou à formação do continente — conta Roberto Ventura, diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM (sigla usada pelo Serviço Geológico do Brasil, herdada do tempo que ainda se chamava Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia). — Além disso, as massas continentais do Sul do planeta, isto é, América do Sul, África e Oceania (sem contar a Antártica), são as que têm as rochas mais velhas da crosta terrestre, e por isso os melhores registros da formação da Terra e de sua História geológica, principalmente a mais antiga.
Segundo Ventura, a ideia é que o novo mapa, elaborado a pedido da Comissão para o Mapeamento Geológico do Mundo — afiliada às uniões internacionais de Ciências Geológicas (IUGS) e de Geodésia e Geofísica (IUGG) —, sirva como guia inicial para a exploração de recursos minerais no país e no restante da América do Sul; na alocação de projetos de infraestrutura, como na construção de hidrelétricas e barragens; e no planejamento do uso da terra, entre outras aplicações.
— O mapa certamente será a primeira fonte de informação para quem estiver interessado em exploração mineral — considera Ventura, ressaltando, no entanto, que a utilidade do novo levantamento para isso é limitada devido à sua escala, de 1 para 5 milhões (isto é, uma linha de um centímetro no mapa equivale a uma extensão de 50 quilômetros). — Começando por esta grande escala, ele permitirá identificar os terrenos mais propícios para se buscar cada recurso, que depois deverão ser estudados em mais detalhes com levantamentos geológicos de menor escala das regiões de interesse.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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