
20/09/2016
O maior raio já registrado no mundo percorreu 321 quilômetros sobre o céu do estado americano de Oklahoma em 2007. Já o raio de mais longo duração relampejou por 7,74 segundos no Sul da França em 2012. Estes dois eventos incomuns marcam a primeira inclusão dos raios nos arquivos de extremos climáticos compilados por um comitê apontado pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM) e relatados em artigo publicado no periódico “Bulletin of the American Meteorological Society” (Boletim da Sociedade Americana de Meteorologia).
- Os raios são um grande perigo climático que tiram muitas vidas a cada ano – lembrou Petteri Taalas, secretário-geral da OMM. - Melhorias na detecção de monitoramento destes eventos extremos vão ajudar a melhorar a segurança do público.
Segundo a OMM, avanços nas técnicas de sensoriamento remoto permitiram a detecção de extremos antes não observáveis dos raios. Com isso, o comitê indicado pela organização pode avaliar os registros à procura dos novos recordistas. Com base em sinais de alta frequência (VHF) emitidos pelos fenômenos, os cientistas acreditam que o maior raio único cruzou uma distância horizontal equivalente a 321 quilômetros no céu de Oklahoma em 20 de junho de 2007. Já o raio mais longo teria atingido a região de Provence-Alpes-Côte d´Azur,, no Sul da França, em 30 de agosto de 2012 por um total de 7,74 segundos.
- Esta investigação destaca o fato de que graças às contínuas melhorias na tecnologia meteorológica e climática e nas análises, os especialistas agora podem monitorar e detectar eventos como raios específicos com muito mais detalhes do que antes – conta Randall Cerveny, relator-chefe do arquivo de extremos climáticos da OMM. - O resultado final reforça a necessidade de informações críticas de segurança sobre os raios, especificamente dos raios que podem viajar longas distâncias a partir de suas tempestades mães. Nossa melhor recomendação de especialistas é: quando o trovão ruge, vá para um ambiente interno protegido.
Fonte: O Globo
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