
27/09/2016
A Amazônia enfrenta uma das piores temporadas de queimada dos últimos anos. O fogo se espalha por sítios e fazendas, consome florestas e gera prejuízo para agricultores e o meio ambiente.
Há fogo nas fazendas e na mata. O fogo desafia a ciência e ameaça a sobrevivência. Nos lugares por onde o fogo passa a paisagem fica escura, com vegetação destruída, troncos e galhos carbonizados. Esse cenário de morte se tornando cada vez mais comum em toda a Amazônia.
A fazenda Francisco de Assis, no município de Porto Velho, tem mil hectares e 500 cabeças de gado de corte. Diante do incêndio que avança rapidamente pelo pasto, uma mulher parece em desespero.
A mulher bate nas chamas em um esforço para abafar fogo. Ao lado estava uma criança. O perigo é evidente: fogo, muita fumaça e o chão queimado e cheio de brasas. Joelma de Oliveira é funcionária da fazenda. O pequeno Carlos Eduardo é filho dela. O menino tem nove anos e, como cresceu na fazenda, já viu muitas queimadas.
Depois de duas horas, os funcionários da fazenda conseguiram controlar o fogo com ajuda de um trator e uma mangueira d’água. Mas, boa parte do pasto já estava toda destruída.
O pecuarista Emanuel Marques, dono da propriedade, disse que o fogo veio uma área vizinha. Segundo ele, as queimadas na região sempre causam preocupação e prejuízos. “Isso dá uma tristeza muito grande. Eu não queria estar aqui vendo isso”, diz.
O produtor explicou que o capim queimado rebrota naturalmente, mas o piquete inteiro terá que ficar isolado, sem gado, por três ou quatro meses. “Se eu botar o gado, eles vão comer o broto que vai estar renascendo e acaba com o capim. E não come o capim seco lá”, diz.
O Ibama conta com algumas equipes de brigadistas. São funcionários temporários que combatem queimadas durante a chamada ‘temporada do fogo’, que ocorre de julho a dezembro em Rondônia. O serviço do dia ocorre embaixo de uma linha de transmissão de energia. A equipe enfrenta as chamas com água, carregada em pulverizadores costais, e um abafador. Os brigadistas usam equipamento de proteção e receberam treinamento do Ibama.
A ação dos brigadistas é comandada por uma equipe que fica em Porto Velho Ela recebe denúncias da população e analisa imagens de satélite. O coordenador de Rondônia, Roberto Abreu, alerta que o Ibama do estado conta com menos pessoas nesse ano.
“Hoje, nós temos 80 pessoas na ponta para combater incêndios florestais. No ano passado tinha o dobro. Caiu bastante por questões orçamentárias e financeiras. Nós tivemos cortes drásticos na contratação e, consequentemente, podemos ter mais danos do que tivemos em anos anteriores”, diz Abreu.
Saiba mais em G1
Rio Ocean Week amplia debate sobre poluição marinha
24/09/2026
Reserva em Minas Gerais reabilita animais silvestres
24/09/2026
Recuperação da baleia-jubarte evidencia importância da ciência para conservação
24/09/2026
Mercado condominial brasileiro tem seu 1º relatório de sustentabilidade
24/09/2026
Entre os lugares mais áridos da Terra, Deserto do Atacama floresce após chuvas intensas provocadas pelo El Niño
24/09/2026
China amplia vantagem com energia limpa
24/09/2026
