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Prefeitos celebram iminente entrada em vigor do acordo do clima

06/10/2016

O prefeito Eduardo Paes, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo e o prefeito da Cidade do México, Miguel Ángel Mancera, assinaram uma carta em conjunto, divulgada nesta quarta-feira, comemorando a decisão da União Europeia de acelerar a ratificação do acordo acertado ao final da última conferência do clima, em dezembro do ano passado, na capital francesa. Em procedimento inédito, o Parlamento Europeu aprovou, nesta terça-feira, a possibilidade de ratificação do documento por todos os 28 países do bloco sem a necessidade de aprovação por cada parlamento nacional individualmente.
Segundo a carta, a decisão do bloco europeu é histórica porque abre caminho para a entrada em vigor do pacto menos de um ano após o começo das negociações da Conferência do Clima (COP21), na qual o acordo foi firmado por 195 países. Para ser colocado em prática, o tratado, que substituirá o atual Protocolo de Kyoto, precisava da ratificação de pelo menos 55 países que representem 55% das emissões globais de gases do efeito estufa.
"Pelos padrões da diplomacia internacional, a ratificação do Acordo de Paris tem sido notavelmente rápida. Líderes de várias nações que ratificaram o documento merecem o nosso aplauso e gratidão. Desde os maiores emissores, como China, Estados Unidos e União Européia, até as menores nações em ilhas que sofrem os maiores riscos dos efeitos das mudanças climáticas, cada um reconheceu a escala da ameaça que sofremos e agiu com velocidade louvável", diz a carta assinada pelos prefeitos.
Até a decisão do Parlamento Europeu, 63 países, responsáveis por 52,11% das emissões já haviam aderido ao acordo, incluindo China e Estados Unidos, os dois maiores poluidores do mundo. Em conjunto, a União Europeia é a terceira maior emissora de gases-estufa, seguida pela Índia, que ratificou o tratado no último domingo. O Brasil também já assinou o acordo.
A carta de Paes, Marine e Mancera defende que o próximo passo a ser adotado pelos países é colocar em prática planos nacionais contra as emissões de gases tão ambiciosos quanto as aspirações do Acordo de Paris, porém afirma que essas medidas são quase inexistentes. O documento ressalta o trabalho que tem sido feito pelos prefeitos para conter as mudanças climáticas, mas criticou a falta de investimento nacional.

Leia a matéria toda em O Globo

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