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Desmatamento cresce 24% na Amazônia

13/10/2016

A taxa anual de desmatamento na Amazônia voltou a crescer. Em comparação aos números de 2014, houve um aumento de 24% no desmatamento da floresta. Os dados foram divulgados na semana passada pelo Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais).
Foram derrubados 6.207 km² de mata entre agosto de 2014 e julho de 2015. É a maior taxa desde 2011, quando foi registrada a destruição de 6.418 km².
O desmatamento documentado é equivalente a aproximadamente quatro parques Ibirapuera.
Em termos comparativos, o aumento de 24% representa o segundo maior desde o começo dos anos 2000. O ano de 2013 permanece o campeão, com 29% de crescimento no desmatamento em relação ao ano anterior.
O dado isolado, contudo, não deve ser necessariamente o foco das preocupações em relação ao desmatamento, diz Thelma Krug, diretora do DPCD (Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente).
Para ela, preocupa o fato de desde 2011 haver uma espécie de estagnação na queda do desmatamento total. O contraste é grande em relação ao ano de 2009, por exemplo, quando houve uma redução expressiva de 42% no desmate.
O momento do país é um dos fatores destacados por Thelma para o aumento nas taxas. Fragilidades políticas e econômicas dificultaram a fiscalização e intensificaram os quadros de desmatamento. "Temos que entender que a responsabilização é de todos os entes: federal, estadual e municipal", afirma.
As terras privadas (propriedades rurais) foram as mais desmatadas em 2015. Elas são responsáveis por 36% de toda a devastação documentada. Em seguida, mais duas áreas geram preocupação: as glebas, terras públicas; e os assentamentos. Segundo o Código Florestal, uma propriedade na Amazônia Legal deve ter 80% de mata nativa preservada.
Além de intensificar a vigilância, a diretora do DPCD diz que está a caminho um novo Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento. O programa foi lançado em 2004 e, ao se considerar o quadro geral, desde então, as taxas de desmatamento têm caído. A ideia agora é diminuir a devastação a partir de incentivos econômicos.
O Ministério realizou, nos dias 5 e 6 de outubro, um seminário para debater a situação atual do desmatamento na Amazônia.

Fonte: Folha de S. Paulo

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