
27/10/2016
Morador da ilha e e coordenador da Casa de Artes, José Lavrador diz que quando desce da barca não sente mais “o cheiro de Paquetá”. Ele se refere aos cavalos que puxavam as charretes, que ficavam estacionadas na praça em frente à estação das barcas. No lugar delas, hoje estão modernos carros elétricos, como os usados em campos de golfe. Na ilha, eles ganharam o apelido de charretes elétricas. Cinco meses depois da substituição dos cavalos, Paquetá se adaptou à mudança. Charreteiros, turistas e até parte da população, que foi contrária à troca, estão satisfeitos com o novo transporte. Alguns problemas do passado, no entanto, persistem. A prefeitura ainda não cumpriu a promessa de construir um estacionamento para os carrinhos no lugar da antiga cocheira. E o turismo na Ilha, em baixa, ainda não garante boa receita para os charreteiros.
— Acho que a charrete elétrica é uma grande melhoria para Paquetá. Os cavalos eram forçados a trabalhar o dia inteiro, ficavam exaustos. Não vejo nenhum prejuízo para o turista — diz o carioca Marcio Belmonte, que levou os amigos Norberto Cortez, porto riquenho, e Jessie Cortez, brasileira radicada nos Estados Unidos, para passear na ilha.
Acusados por ambientalistas de maltratarem os animais e não alimentá-los adequadamente, os charreteiros agora comemoram por ter menos custos e tarefas diárias. Em maio, a prefeitura deu a cada um dos 17 proprietários de charretes um carrinho elétrico e ainda se comprometeu com a manutenção do equipamento por três anos.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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