UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Pista eletrificada recarrega automóveis durante a viagem

01/11/2016

Quando falamos em veículos elétricos, costumamos pensar em uma série de vantagens que esse tipo de propulsão oferece em relação aos tradicionais motores a combustão – zero de emissões poluentes, silêncio, robustez mecânica, facilidade de dirigir – e, também, em sua principal desvantagem: a baixa autonomia. Em média, os modelos exclusivamente elétricos disponíveis no mercado (como o e-up!, da VW, e o Nissan Leaf, por exemplo) não passam dos 140 km sem ter de parar para recarregar. As montadoras, como a americana Tesla, têm investido pesado no desenvolvimento das baterias e até prometem fôlego mais longo – 330 km –, mas isso se o motorista maneirar bastante no pé direito. Pois a empresa israelense ElectRoad resolveu enfrentar essa limitação com uma abordagem diferente, eliminando a necessidade de parar em um posto para recarregar os veículos com energia. Os carros não ficam presos em trilhos nem precisam ter contato físico com ela. Um sistema sem-fio (wireless) cuida dessa ligação e da transmissão da energia, bastando para isso que o veículo circule em uma determinada faixa da rodovia, sob a qual foram instalados cabos e transmissores.
A propulsão elétrica é particularmente eficiente no deslocamento de cargas. Não é à toa que as locomotivas movidas a diesel que vemos rebocando enormes trens de minério são, na verdade, diesel-elétricas: usam o combustível fóssil para gerar eletricidade que, por sua vez, alimenta grandes e incansáveis motores elétricos. Por isso, os ônibus e os caminhões estão entre os potenciais maiores beneficiados por esse sistema. Eles poderiam, por que não, operar em médias e até longas distâncias, desde que existissem trechos de recarga ao longo dos trajetos. Sim, porque não é preciso que toda a estrada seja adaptada, basta que trechos dela, de tantos em tandos quilômetros, possuam essa função para que as baterias dos veículos possam ser recarregadas o suficiente para rodar até o ponto “quente” seguinte.
Além de Israel, a Coréia e Inglaterra trabalham com o mesmo conceito. Em autoestradas que percorram o interior e grandes áreas abertas, é perfeitamente possível que alguns dos trechos de recarga sejam abastecidos por baterias de coletores solares ou turbinas de vento, hoje já muito numerosas em países como os EUA e a Alemanha. Diferentemente do metrô, que recebe carga através de trilhos eletrificados, a transmissão da energia é feita por ondas eletromagnéticas e o piso da estrada não “dá choque”, sendo seguro para outros carros e pessoas. Assim, sistemas como o do nosso BRT, por exemplo, poderiam no futuro adotar esse tipo de alimentação e empregar uma frota de ônibus articulados totalmente elétricos e “limpos”.

Fonte: Alef

Novidades

Recuperação da baleia-jubarte evidencia importância da ciência para conservação

24/09/2026

Sob o céu azul de agosto, um catamarã avança pelo mar do extremo sul da Bahia em direção à costa. É ...

Mercado condominial brasileiro tem seu 1º relatório de sustentabilidade

24/09/2026

O Grupo Lello publicou o primeiro Relatório de Sustentabilidade de uma empresa do mercado condominia...

Entre os lugares mais áridos da Terra, Deserto do Atacama floresce após chuvas intensas provocadas pelo El Niño

24/09/2026

Um manto colorido e incomum de flores cobre o deserto do Atacama, um dos lugares mais áridos da Terr...