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Novo parque de Floripa tem horta comunitária e vai ensinar a compostar

01/11/2016

Nada melhor que o ambiente de um parque para compreender o percurso natural dos alimentos. Para incentivar a agricultura urbana, difundir o aproveitamento dos resíduos orgânicos e, com isso, evitar a sua disposição em aterro sanitário, o novo Parque Jardim Botânico de Florianópolis, aberto em 25 de setembro, tem sua horta e vai ensinar a compostar.
As oficinas de compostagem para o público devem começar em 5 de novembro. O plano é que sejam repetidas mensalmente. Já estão previstas nove oficinas. Elas fazem parte de um convênio da empresa que administra a coleta da capital catarinense, a Comcap (Companhia Melhoramentos da Capital), e do Cepagro (Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo). A Cepagro virou referência ambiental por causa da sua Revolução dos Baldinhos, projeto de compostagem comunitária realizado desde 2009.
No parque, foi criado um espaço didático que mostra soluções possíveis de tratamento de resíduos orgânicos. Ali estão vários modelos de composteiras residenciais e soluções para maior escala, como a técnica que é usada no pátio de compostagem da Lapa, em São Paulo, e que foi desenvolvida pelo Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina.
Uma primeira oficina foi feita para funcionários responsáveis pela limpeza pública, técnicos das secretarias de Habitação, Saneamento e da Fatma (Fundação do Meio Ambiente), no último dia 13 de outubro. Mudar os hábitos de quem trabalha na administração pública é fundamental para criar uma rede de apoio para mudanças de comportamento mais amplas.
Segundo cálculos do Cepagro, cada habitante de Florianópolis produz em média 1,1 quilo de resíduo por dia, sendo pouco mais de 50% de matéria orgânica. Em um ano, são gastos R$ 25 milhões para transportar esses resíduos aterrar no aterro sanitário de Biguaçu.
Os cerca de R$ 13 milhões gastos por ano para aterrar matéria orgânica poderiam ser economizados se esse material fosse transformado em adubo. O adubo serviria para a recuperação do solo urbano e a criação de hortas comunitárias orgânicas sem o uso de agrotóxicos. Desviar os resíduos orgânicos do aterro é política pública que atende ao Plano Municipal de Coleta Seletiva da cidade e à PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos).
O Parque Jardim Botânico de Florianópolis quer ser uma vitrine de agricultura urbana. Instalado numa área de 19 hectares que se conecta ao manguezal do Itacorubi, na rodovia Admar Gonzaga, ele tem o primeiro Posto de Entrega Voluntária (PEV) de resíduos orgânicos da cidade e uma horta colaborativa, plantada em mutirão, com mais de 140 voluntários, no dia 20 de agosto.

A matéria pode ser lida na Folha de S. Paulo

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