
08/11/2016
O Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançou nesta quinta-feira (27) mais uma ferramenta de dados e conteúdos. Nomeado "Ficha de espécies", o novo aplicativo vai abrigar informações detalhadas sobre diversos tipos de espécies da fauna e flora brasileira. A ferramenta foi anunciada durante o simpósio científico "SiBBr: Implementando o GBIF no Brasil", realizado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília. A atividade marcou o encerramento do 23º Encontro do Conselho de Governança da Plataforma Global de Informação sobre a Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês), que aconteceu pela primeira vez no Brasil.
"Essa nova ferramenta irá trazer todas as fichas inventariadas pelo catálogo da fauna e flora brasileira que vamos disponibilizar para usuários com todas as informações disponíveis sobre as espécies, como, por exemplo, onde vivem, seus hábitos, fotografias e muito mais", explicou o coordenador de tecnologia da informação do SiBBr, Rafael Fonseca. "Hoje, já são aproximadamente 150 mil espécies. A ideia é que cada vez mais tenhamos dados especializados alimentados por pesquisadores. As fichas são voltadas não só para os especialistas, mas também o público geral".
Em setembro, um conjunto de ferramentas e serviços foi lançado para facilitar a publicação de dados e as pesquisas acadêmicas.
No simpósio, os participantes debateram o papel do GBIF como a maior infraestrutura global de dados sobre biodiversidade. O secretário-executivo da plataforma, Donald Hobern, apresentou as prioridades para o período de 2017-2021, enquanto a diretora do SiBBr, Andrea Portela Nunes, apresentou a evolução e as fases de implementação do sistema no Brasil.
"Temos muito a compartilhar com eles. A nossa experiência diária de engajamento é importante de ser compartilhada. Tem alguns países aqui que estão em estágio no GBIF anterior ao Brasil. Então, eles lucram muito em ver como o país se organiza, como aborda e faz o engajamento no trabalho de coleta de dados. Mas também é importante que o Brasil reconheça essa oportunidade da realização da reunião no país, como porta de entrada de cooperação que vai facilitar muito os trabalhos. Em comum, temos como principais desafios evoluir tecnologicamente sem reinventar a roda e de forma cooperativa", disse Nunes.
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