
08/11/2016
A lama soterrou a vida e coloriu as paisagens e os rios de alaranjado. Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, se transformou na maior tragédia ambiental do país. O tsunami de água e rejeitos levou 19 vidas, casas, animais, memórias. E muitas perguntas seguem sem resposta: o que fazer com a lama agora? O que pode acontecer na época de chuvas? Como estão os moradores? Veja desafios que vítimas, governos e a mineradora ainda têm de enfrentar.
Há um ano, milhões de metros cúbicos que estavam na barragem de Fundão devastaram o distrito de Bento Rodrigues, atingiram dezenas de outras localidades e cidades entre Minas Gerais e o Espírito Santo e chegaram ao mar. Reveja como foi essa tragédia.
Um ano após o rompimento da barragem de Fundão, o pó de minério ainda encobre áreas devastadas. Ao longo de rios, o alaranjado das águas encontra o cinza e o marrom dos bolsões de rejeito. Milhões e milhões de metros cúbicos da lama – agora, boa parte seca – seguem espalhados, deixando marcas no meio ambiente. E o que fazer com todo esse rejeito? Ainda não há uma solução definitiva.
Para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a remoção do rejeito é urgente para evitar novas tragédias e para o início efetivo da recuperação ambiental. Até agora, a Samarco só tirou 2% da lama que se acumulou entre Bento Rodrigues, o distrito mais afetado pela tragédia, e a Usina Hidrelétrica de Risoleta Neves, conhecida como Candonga.
Veja o especial na íntegra no G1
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