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Moradores do Recreio se armam para combater a proliferação de pernilongos e ‘Aedes aegypti’

10/11/2016

Entra ano, sai ano, um problema continua a atormentar a vida de moradores do Recreio: a presença maciça de mosquitos. Enquanto muitos reclamam e denunciam locais com possíveis criadouros, a prefeitura toma medidas paliativas para amenizar o problema. Com a proximidade do verão, a preocupação aumenta, principalmente na região da AP4, que abrange Barra, Vargens e Jacarepaguá: dados recentes mostram que esta é uma das regiões da cidade com maior número de casos registrados de dengue.
Até setembro, último mês com números divulgados pela Secretaria municipal de Saúde, 2.976 casos de dengue foram registrados na AP4, sendo 907 na área que vai do Joá a Vargens e 1.891 na região de Jacarepaguá. O problema, porém, vai além do Aedes aegypti. Pernilongos são uma inconveniência constante na vida dos moradores da região, em especial no Recreio, já que muitos cursos hídricos da poluída Baixada de Jacarepaguá deságuam no Canal das Taxas.
De tempos em tempos, as gigogas cobrem a superfície do canal e da Lagoinha das Taxas, o que aumenta ainda mais a presença de mosquitos. No último mês, a prefeitura realizou a remoção das plantas do local, e o problema foi amenizado. Mas o alívio é apenas temporário, frisa Sheila Strong, que mora em frente ao Parque Chico Mendes, onde fica a lagoa.
— Moro no Recreio há 22 anos, e a situação piora cada vez mais. O parque é um grande foco de proliferação de mosquitos por causa das gigogas. Agora melhorou, com a remoção, mas daqui a pouco elas voltam, porque não resolvem o despejo de esgoto, que é a origem do problema — diz Sheila, referindo-se ao fato de as gigogas se alimentarem dos nutrientes presentes no esgoto.
Sem vislumbrar solução para a falta de saneamento por parte do poder público, a população se mune das armas de que dispõe, principalmente repelentes e telas nas janelas. Sheila diz que, em alguns momentos, a luta contra os mosquitos parece uma guerra:
— Tem dias em que é muito difícil. Minha portaria às vezes parece um céu negro. Às 17h, a gente precisa passar correndo.
No caso de Eduardo Paci, a infestação de mosquitos não é prejudicial somente a ele, mas ao seu estabelecimento. Sócio de um restaurante japonês na Rua Fernando Leite Mendes há 15 anos, ele diz que o problema nunca foi tão grave.

Leia mais em O Globo

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