
06/12/2016
Há um ano era mais ou menos assim: correr, pedalar ou apenas caminhar em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas parecia um ato de coragem, um teste de sorte. Quem percorria os 7,5 quilômetros da orla ficava tenso, temendo a ação de bandidos. Em maio de 2015, o assassinato a facadas do médico Jayme Gold foi o sinal de alerta para que algo mudasse na região. A área recebeu reforço no policiamento e, exatamente há um ano, numa parceria entre o governo do estado e a iniciativa privada, entrava em operação o programa Segurança Presente, beneficiando não só a Lagoa, mas o Aterro do Flamengo e o Méier. A Lapa foi o primeiro local a ter o projeto, em janeiro de 2014. Mais recentemente, em julho deste ano, o serviço chegou ao Centro.
A presença das equipes nas ruas tem um efeito positivo. Segundo o coordenador do Lagoa Presente, capitão Moisés Hora, em agosto, setembro e outubro não houve roubo a pedestre na região. No Méier, o número de assaltos diminuiu 19% em setembro, numa comparação com o mesmo período do ano passado.
Parceiro do estado e da prefeitura, o Sistema Fecomércio investiu R$ 22 milhões no primeiro ano do programa. Vários órgãos atuam de forma coordenada nesta empreitada: Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Polícia Militar, Polícia Civil, Comando Militar do Leste, Guarda Municipal, Comlurb e as secretarias municipais de Ordem Pública, de Desenvolvimento Social, de Conservação e de Transportes.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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