
14/08/2018
Este é mais um dos sérios problemas que os oceanos enfrentam: as zonas mortas são áreas sem oxigênio suficiente para que haja vida. Elas estão aumentando em quantidade e tamanho. Em junho de 2008 a Science publicou um artigo de Robert Diaz explicando o fenômeno. O mesmo autor aparece em entrevista no vídeo abaixo. Ele explica que há dois tipos de zonas mortas: as costeiras, e as que ficam em mar aberto.
As causas são muitas: a mais comum é o despejo de esgotos não tratados; fertilizantes e agrotóxicos, usados na agricultura, também dão grande contribuição. Ao serem despejados no mar, servem como alimento para certos tipos de algas que se proliferam de maneira descontrolada. Quando elas morrem, e chegam ao leito marinho, as bactérias que as decompõem consomem todo o oxigênio existente, de modo que outras formas de vida não conseguem sobreviver no mesmo espaço. São obrigadas a fugir do local.
De acordo com os cientistas, a zona morta do Golfo do México está com nada menos do que 22.729 km², quase a área total de El Salvador. E 15 vezes o tamanho da Cidade do México.Trata-se da maior extensão alcançada por esta zona morta desde que começou a ser monitorada em 1985.
A informação é de Robert Magnien, diretor do Centro de Pesquisas de Patrimônio de Oceanos Costeiros da NOAA. Para ele, resíduos gerados pela população (esgotos), o aumento da agricultura na região e o uso de fertilizantes e outros produtos químicos influenciaram a expansão da área, onde a vida marinha é impraticável.
O Mar Sem Fim lembra que no Brasil, apenas 40% de todo o esgoto produzido recebe algum tipo de tratamento, normalmente o primário, que não resolve a questão. Para piorar, o Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos. Não sem motivo nosso litoral está cheio de zonas mortas.
A matéria pode ser lida no Mar Sem Fim
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