
16/08/2018
A neblina do começo da manhã ainda cobria o mar quando uma arraia, de pelo menos um metro e meio de envergadura, deu as boas-vindas à tripulação. Saltou três vezes para fora d’água, diante de pesquisadores que navegavam a costa fluminense ontem. Um espetáculo da natureza em plena boca da Baía de Guanabara, que, a despeito da poluição e do tráfego pesado de embarcações, ainda se mostra essencial à fauna marinha, como constata a equipe multidisciplinar do Projeto Ilhas do Rio, que desde 2011 — após a criação do Monumento Natural das Ilhas Cagarras — estuda e monitora a unidade de conservação e seu entorno, desde as Ilhas Maricás, em Itaipuaçu, às Ilhas Tijucas, na Barra.
— Para nossa surpresa, observamos que a boca da Baía é uma das principais áreas de ocorrência de animais, tanto os que vivem no nosso litoral, como arraias e golfinhos, quanto os que estão migrando para outras regiões, como as baleias jubarte — afirma a bióloga Liliane Lodi, coordenadora das pesquisas sobre cetáceos no projeto.
Nesta quinta, ela embarcou com sua equipe, na Urca, rumo a ilhas das cidades do Rio e de Niterói, na tentativa de avistar as jubartes. Nesta época do ano, desde junho, essas gigantes — que podem medir mais de 15 metros e pesar 40 toneladas — passam pelo Rio, vindas das águas geladas do Atlântico Sul, para se reproduzirem nas temperaturas mornas do Nordeste brasileiro, sobretudo em Abrolhos, na Bahia.
A matéria completa pode ser lida em O Globo
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