
04/09/2018
Acadêmicos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, se tornaram os pioneiros em uma nova maneira de transformar luz solar em combustível. Um novo estudo, conduzido por pesquisadores da renomada instituição britânica, usou luz solar para extrair hidrogênio da água, o que é capaz de gerar uma fonte verde e ilimitada de energia renovável.
A técnica usada pelos pesquisadores é chamada de fotossíntese semi-artificial: consiste em "dividir" a água em hidrogênio e oxigênio, imitando a "lógica fotossintética" das plantas. Eles fizeram isso usando uma mistura de componentes biológicos e tecnologias produzidas pelo homem. O objetivo é explorar novas formas de produzir e armazenar energia solar.
O método desenvolvido pelos pesquisadores também conseguiu absorver mais luz solar do que a fotossíntese natural.
A fotossíntese é o processo que as plantas utilizam para converter a luz solar em energia. O oxigênio é produzido como subproduto da fotossíntese, quando a água absorvida pelas plantas é "dividida". É uma das reações mais importantes do planeta porque é a fonte de quase todo o oxigênio do mundo. Ja o hidrogênio que é produzido nesse processo é considerado uma potencial fonte de energia renovável poderosa.
A pesquisa pode, a partir de agora, ajudar a revolucionar os sistemas usados para produção de energia renovável. Um artigo sobre o estudo, publicado esta semana na revista "Nature Energy", descreve como os acadêmicos do Laboratório Reisner, em Cambridge, desenvolveram sua plataforma para obter uma divisão de água movida à energia solar.
— A fotossíntese natural não é eficiente porque evoluiu meramente para sobrevivência, de modo que reduz a quantidade mínima de energia necessária, que seria de cerca de 1% a 2% do que poderia potencialmente converter e armazenar — diz Katarzyna Sokó, primeira autora da pesquisa e estudante de doutorado em Cambridge.
A fotossíntese artificial existe há décadas, mas ainda não foi usada com sucesso para criar energia renovável, pois depende do uso de catalisadores, que geralmente são caros e tóxicos. Isso significa que ainda não pode ser usada para ampliar as descobertas em um nível industrial.
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