
04/09/2018
O baixo índice de doadores e os estoques limitados dos bancos de sangue são duas das causas mais comuns que motivam campanhas para ajudar pessoas que necessitem transfusão. No universo dos pets, tais limitações são ainda maiores e a procura menor, ocasionando, por vezes, a morte de bichos que não conseguem ajuda.
Decidido a reverter a situação, Bruno Gavina, idealizador da plataforma Go Dog, decidiu criar uma campanha de doação de sangue para cães. A startup oferece serviço de capacitação e cadastramento de pessoas para passear com cachorros, no Rio e em Niterói, e promove adoções, resgates e recebimento de pedidos de ajuda.
— A Magrela é uma cadela que encontramos dormindo no lixo, sobre os irmãos, que já estavam mortos. Ela estava muito debilitada. Conseguimos fazer a transfusão e salvar a vida dela. E através de uma vaquinha entre voluntários e nossos parceiros conseguimos ração e um lar que a acolheu — relata o empreendedor, que já desistiu de três cursos universitários e se diz apaixonado pelos animais. — Através de parceria com o hospital veterinário da UFF a criação de uma campanha foi tomando forma; começamos a receber pedidos para conseguir doadores de sangue para cães em tratamento. Iniciamos com um grupo no WhatsApp e hoje as pessoas podem cadastrar seus cães como voluntários pelo de nosso site.
Gavina firmou ainda uma parceria com a UFRRJ para realização de tratamentos. Todos os animais que forem cadastrados no site como doadores, ganharão automaticamente uma consulta veterinária na The Pet from Ipanema, na Zona Sul do Rio, e no hospital veterinário da UFF, em Niterói.
Cães ativos e saudáveis, que passeiam e vão regularmente ao veterinário, são os animais considerados "ideais" para esta ação salva-vidas. Os requisitos básicos para ser um cão doador é: ter mais de 20 kg; ter entre 1 e 5 anos; estar saudável e não ter histórico de doenças graves nos últimos três meses; e ter as vacinas contra raiva e vermifugação em dia.
O cachorro que é doador pode realizar este procedimento de seis em seis meses. Além de garantir o título de herói, ganha passeios na startup e alimentação natural hipercalórica, esta última similar ao procedimento que ocorre na doação de sangue humano.
A matéria pode ser lida em O Globo
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