
11/09/2018
Enquanto a maioria dos garis do Rio não tira os pés dos chão, uma turma muito corajosa vive nas alturas. São os alpinistas da Comlurb, que têm como missão explorar as encostas para retirar toneladas de lixo despejadas diariamente morro abaixo. Com capacetes brancos e suspensos por cordas, eles têm muito trabalho, mas também uma visão privilegiada. “Trabalhamos no alto do Vidigal, da Niemeyer, na Rocinha... Você imagina as vistas”, diz um deles.
A pausa para apreciar a beleza do Rio, no entanto, precisa ser curta, porque o serviço é árduo. Eles passam de seis a sete horas nas encostas, que, às vezes, levam até quatro dias para serem limpas. O trabalho também é difícil porque a equipe é pequena. Os alpinistas da Comlurb são apenas cinco.
Os profissionais, treinados por técnicos do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, usam equipamentos como rapel e outros de alpinismo, além de instrumentos como ceifadeiras, foices e enxadas.
— A dificuldade maior é subir até o local. É preciso esforço físico, concentração e visão para que nenhuma casa seja atingida e para que a vida de nossos colegas não seja colocada em risco. — conta um dos alpinistas, Fernando Cunha, de 31 anos.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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