
13/09/2018
O governo Trump, na terceira grande medida este ano para reverter esforços federais de luta contra as mudanças climáticas, está se preparando para tornar mais fácil para empresas de energia lançarem metano na atmosfera.
O metano, um dos mais poderosos gases do efeito estufa, rotineiramente vaza de poços de petróleo e gás, e há tempos as empresas de energia afirmam que as regras que exigem que monitorem essas emissões são onerosas e penosas.
A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), talvez ainda nesta semana, planeja tonar pública proposta para enfraquecer regulamentações da era Obama que pedem que as empresas monitorem e estanquem vazamentos de metano, de acordo com documentos obtidos pelo “The New York Times”. Em um movimento relacionado, o Departamento do Interior também deve anunciar nos próximos dias versão final do rascunho de regulamentação proposta em fevereiro que essencialmente reverte restrições na ventilação e queima intencional, o chamado flaring, de metano nas operações de perfuração.
As novas regras se seguem a duas outras reversões regulatórias realizadas este ano que, juntas, representam as bases do esforço dos EUA de se tornarem os “reis” do aquecimento global. Em julho, a EPA propôs enfraquecer os limites para emissões de dióxido de carbono por veículos. E, em agosto, a agência propôs substituir as regras atuais sobre emissões de dióxido de carbono por usinas de eletricidade movidas a carvão por regulamentações mais fracas que permitirão muito mais emissões de gases-estufa pelas chaminés da nação.
- Eles as estão derrubando uma a uma – diz Janet McCabe, chefe da área de regulamentação sobre clima e poluição atmosférica da EPA no governo Obama, sobre as medidas.
Autoridades da EPA, do Departamento do Interior e da Casa Branca não responderam a mensagens e telefonemas pedindo comentários.
Grupos de reúnem a indústria, por sua vez, elogiaram as esperadas mudanças. “É um belo par” de propostas sobre o metano, avaliou Kathleen Sgamma, presidente da Aliança de Energia do Oeste, uma associação de empresas independentes de óleo e gás sediada em Denver. Segundo ela, as regras da era Obama “eram a definição da burocracia, um pesadelo de registros e arquivos que era tecnicamente impossível de ser executados no campo”.
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