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Projeto promove intersecção entre ciências humanas e proteção ambiental

23/10/2018

Uma visão holística sobre a realidade local e a intersecção com a proteção ambiental da região. Essa é a proposta da Olimpíada de Humanidades realizada pelo Instituto de Pesquisa, Ensino e Extensão em Arte Educação e Tecnologias Sustentáveis (Ipeartes) de Alto Paraíso de Goiás (GO), coordenada pelos professores José Estevão Rocha Arantes e Cátia Rodrigues e que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A ideia é promover o pensamento científico e a reflexão entre estudantes do ensino médio das escolas públicas dos seis municípios goianos que compõem a Área de Proteção Ambiental (APA) de Pouso Alto (Alto Paraíso, Cavalcante, Colinas do Sul, Nova Roma, São João D´Aliança e Teresina de Goiás). A APA foi reconhecida em 2017 para amortizar os impactos ambientais na área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.
"O objetivo é provocar as escolas para elaborar, estudantes e professores sobretudo da área de humanas e artes, um projeto vinculando o tema definido pelo projeto à realidade de cada município, com o propósito de observar o cenário cultural regional sociológico espacial filosófico e artístico que envolve o seu município e que pense a área de proteção ambiental e o parque", explicou o professor José Estevão. "A proposta é dar protagonismo aos jovens", completou.
Em sua segunda edição, a Olimpíada deste ano tem como tema Água, Terra, Fogo, Ar e Amor: interseccionando os elementos para proteger a APA Pouso Alto e foi iniciada em maio de 2018, promovendo uma série coordenada de ações educativas, que englobam etapas de formação, elaboração e execução de projetos, produções artísticas e visitas de campo.
Cada projeto será finalizado com uma apresentação artística, contemplando uma ou mais linguagens entre Teatro, Artes Visuais, Dança, Música e Audiovisual. O processo de elaboração e orientação acontece por meio de visitas aos grupos de trabalho, oficinas, suporte técnico e pedagógico necessários ao desenvolvimento das ações propostas.
Segundo José Estevão, as escolas foram provocadas a refletir sobre as expectativas de aprendizagem que estão no currículo das áreas das ciências humanas (sociologia, filosofia, geografia e história) e artes e como os cinco elementos apresentados no tema proposto conversam com essas expectativas.
O professor explica que o projeto de cada escola deve articular o tema com algum problema ou situação da comunidade e a coordenação da Olimpíada avalia e propõe adequações se necessário. A proposta é que os alunos tenham uma iniciação ao pensamento científico, elaborando um projeto completo, com objetivos gerais e específicos, metodologia e bibliografia.
Ao todo, seis projetos estão sendo executados junto às escolas estaduais de Ensino Médio que integram a APA. Para conhecer na íntegra, cada um deles clique aqui.
A etapa seguinte, concluída no final do primeiro semestre deste ano, foi a participação dos jovens e professores em uma trilha cientifica pelo parque da Chapada dos Veadeiros para conhecerem a reconhecerem o parque, com especialistas que convidam os estudantes à reflexão sobre os elementos do cerrado, o papel do homem na modificação e preservação do cerrado.

Saiba mais no site do CNPq

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