
19/11/2018
Mark Finney, do Serviço Florestal dos EUA, e seus colegas às vezes fazem o impensável - ateiam fogo em arbustos, por exemplo.
Eles não são, porém, incendiários - e tampouco o fogo ao qual dão início vai se alastrar ou se tornar altamente destrutivo. Trata-se de queimas controladas da vegetação para munir cientistas de mais informações sobre como as chamas passam de um galho a outro. Isso pode ajuda a prever como os incêndios se alastram.
Entre as medidas levadas em consideração por Finney e sua equipe estão a duração da chamas, sua velocidade de propagação e o tipo de troca de calor nesse processo. A equipe realiza o experimento na Nova Zelândia em áreas isoladas por barreiras para impedir que se perca o controle do fogo.
"Temos drones que nos dão uma visão do que está acontecendo do alto e temos câmeras protegidas em caixas de isolamento que são colocadas dentro do fogo", afirma.
"Geralmente, levamos um dia ou mais para arrumar todos os equipamentos e, claro, também é preciso que as condições climáticas cooperem".
Um momento crucial da história da evolução humana foi a descoberta do fogo. Já a indagação do homem moderno é saber o que faz o fogo se propagar. O fogo antecede os primeiros passos do homem na Terra.
E hoje, longe de estar sob controle, o fogo frequentemente assume a forma de um desastre causado pelo homem. Nos EUA, mais de 80% dos incêndios são causados por pessoas.
A matéria pode ser lida no G1
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