
06/12/2018
Atingir as metas do Acordo de Paris poderia salvar cerca de um milhão de vidas por ano em todo o mundo até 2050, através de reduções apenas na poluição do ar, e custaria menos aos países do que o que será gasto para cumprir as metas. É o que diz um novo relatório da Organização Mundial de Saúde divulgado nesta quarta-feira (5) na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP24) em Katowice, na Polônia.
Em 2018, a principal tarefa da COP 24 será estabelecer o “livro de regras” do Acordo de Paris, ratificado em 2015 e no qual 195 países se comprometeram a limitar o aquecimento da Terra a até 2ºC até o fim do século.
As últimas estimativas dos principais especialistas também indicam que o valor dos ganhos em saúde decorrentes da ação climática seria aproximadamente o dobro do custo das políticas de mitigação em nível global, e a relação custo-benefício é ainda maior em países como a China e a Índia.
O relatório ainda destaca por que as considerações de saúde são críticas para o avanço da ação climática e delineia as principais recomendações para os formuladores de políticas.
A exposição à poluição do ar causa 7 milhões de mortes em todo o mundo a cada ano e custa cerca de US$ 5,11 trilhões em gastos com bem-estar globalmente. Nos 15 países que mais emitem gases de efeito estufa, estima-se que os impactos na saúde por causa da poluição do ar custem mais de 4% de seu PIB. Ações para atingir as metas de Paris custariam cerca de 1% do PIB global.
"O Acordo de Paris é potencialmente o mais forte acordo de saúde deste século", disse o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “A evidência é clara de que a mudança climática já está tendo um impacto sério na vida e na saúde humana. Ameaça os elementos básicos que todos nós precisamos para uma boa saúde - ar limpo, água potável segura, fornecimento nutritivo de alimentos e abrigo seguro - e minará décadas de progresso na saúde global. Não podemos mais atrasar a ação. As mesmas atividades humanas que estão desestabilizando o clima da Terra também contribuem diretamente para a saúde precária. O principal motor da mudança climática é a combustão de combustíveis fósseis, que também é um dos principais contribuintes para a poluição do ar.
Saiba mais no G1
Rio Ocean Week 2026 debate preservação dos oceanos e poluição marinha
10/09/2026
Contaminação ameaça futuro de terreno da Refit de 600 mil m² na Avenida Brasil
10/09/2026
Empresa é autuada por dispersão de minério de ferro em condomínios de luxo de Mangaratiba
10/09/2026
Da praia à montanha: aos 60 anos, voluntário conclui 2.200km de trilha pelo estado do Rio em quatro meses
10/09/2026
Rio da Prata seca e 200 peixes ilhados em poças são resgatados em MS
10/09/2026
Bacia-esponja pode evitar inundações urbanas
10/09/2026
