
11/12/2018
A Unicamp, por meio do Instituto de Química (IQ), sediou na última semana o Unesco Regional Training Workshop on Emerging Pollutants in Water Resources in Latin America and the Caribbean, evento que tem por objetivo capacitar pesquisadores e tomadores de decisão com vistas ao gerenciamento de poluentes emergentes que contaminam os recursos hídricos. Entre esses compostos, que não são removidos da água pelos sistemas convencionais de tratamento, estão fármacos, produtos de higiene pessoal, pesticidas e microplásticos, que podem ser altamente nocivos ao meio ambiente e à saúde humana. O Portal da Unicamp ouviu a professora Cassiana Montagner, docente do IQ e organizadora do workshop, e Sarantuyaa Zandaryaa, representante da Unesco. Na entrevista que segue, as duas falam dos desafios relacionados ao enfrentamento dos riscos apresentados por esses contaminantes.
Os poluentes emergentes constituem um problema mundial ou eles são mais danosos para os países em desenvolvimento?
Cassiana Montagner -É um problema mundial, mas os países em desenvolvimento, como os localizados na América Latina e Caribe, têm suas particularidades.
Tanto é assim que este workshop foi realizado no contexto de um programa voltado para países em desenvolvimento. O evento foi realizado anteriormente em outras três regiões, e agora aqui, no Brasil. A Unicamp foi escolhida para sediar o encontro por causa da sua trajetória em pesquisas sobre o tema, que foram iniciadas há 15 anos pelo professor Wilson Jardim. Essa escolha é um reconhecimento ao nosso trabalho, mas demonstra também a importância dessa questão na atualidade.
As pesquisas desenvolvidas no IQ têm oferecido subsídios para a formulação de políticas públicas na área, não?
Cassiana Montagner - Boa parte das nossas pesquisas tem servido de referência para as concessionárias de água, que tem procurado aperfeiçoar seus sistemas de tratamento. Centros de pesquisas estão sendo construídos graças a essa colaboração. Os nossos estudos têm subsidiado também ações do Ministério Público e discussões em torno da revisão da portaria que trata da potabilidade da água. Essas contribuições são tão importantes quanto os artigos que publicamos porque trazem consequências positivas para a sociedade.
Para ler a entrevista completa, acesse o site da Unicamp
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