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Após encontrar macacos machucados, moradora recebe prazo de resgate de 64 horas

13/12/2018

Uma moradora do Leblon, na Zona Sul do Rio, encontrou três saguis na última segunda-feira à noite, dois deles machucados após caírem de uma árvore no playground do seu condomínio. Quando a paisagista Carla Vasconcellos contatou a Central de Atendimento 1746, da Prefeitura, foi informada que o prazo total para o resgate totalizava 64 horas, pouco mais de três dias.
Enquanto a paisagista buscava ajuda, o sagui que não estava machucado fugiu e o filhote faleceu nos braços da sagui mãe, que sobrevive e foi batizada de "Lucy", ainda ontem à noite. No momento, Lucy está internada em uma clínica veterinária, onde foi levado pela manhã, após Carla receber ajuda de custos de uma colega da Alemanha que se prontificou a pagar pelo tratamento do animal.
A alemã foi a primeira a se pronunciar, mas depois outras pessoas quiseram ajudar, como uma moça de São Paulo, que soube do caso pelas redes sociais. Por dia, o custo é de aproximadamente R$ 200. Lucy ainda não tem previsão de alta, já que quebrou o fêmur e sofreu uma lesão no cerebelo.
— Estava regando as plantas na varanda, vendo saguis pulando de galho em galho e vi que tinham dois saguis machucados no play do prédio, havia uma poça de sangue. Tinha um outro assustado, próximo a eles. Resgatei os três e deixei com o porteiro do prédio enquanto tentava buscar ajuda. Liguei para os Bombeiros que disseram que era serviço do 1746, e quando liguei pela primeira vez para o 1746 eles disseram que o resgate de animais silvestres era com os Bombeiros. Discuti com um dos atendentes dos Bombeiros que falou que o foco dos serviços deles era com os serviços para humanos, e então liguei de novo para o 1746. Dessa segunda vez mencionei o serviço de Patrulha Ambiental do Rio, e eles disseram que o prazo de resgate dos animais era de até 64 horas. O tempo foi uma questão crucial para a morte do filhote e para o estado de saúde da Lucy — conta Carla.
Segundo a assessoria de imprensa do 1746, as 64 horas são o procedimento padrão do órgão, para qualquer um dos serviços solicitados.
A Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente (SECONSERMA) ressaltou, por meio de comunicado, que cabe à Patrulha Ambiental da Prefeitura do Rio e ao Corpo de Bombeiros o resgate de animais selvagens, enquanto o resgate de animais domésticos é um serviço excluisivo dos Bombeiros.
"A Seconserma informa que hoje, por volta de 11h, a Guarda Municipal que auxilia a Patrulha Ambiental esteve no endereço informado para realizar o resgate dos animais. Contudo, a moradora não foi encontrada. O porteiro do prédio disse que a mesma havia saído (de uber) com os saguis e sem dizer para onde estava levando os animais. A Secretaria esclarece que a Patrulha Ambiental só atua no âmbito do Município e que apenas realiza resgate de animais silvestres, via canal oficial da Prefeitura do Rio, o 1746. Outrossim, a população também pode contar com o Corpo de Bombeiros, 193, que são capacitados para o resgate de animais em geral, cuja extensão do serviço abrange todo o Estado", informa a mensagem.
Lucy recebe doações para continuar o tratamento, enquanto está sob cuidado da Clínica Veterinária. O telefone para contato é: (21) 98104-9498.

Fonte: O Globo

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