
18/12/2018
A população de renas selvagens e de caribus foi reduzida em mais da metade no Ártico.
Um novo relatório sobre o impacto das mudanças climáticas na região revelou que o número de animais passou de quase 5 milhões para cerca de 2,1 milhões nas últimas duas décadas. Em algumas manadas, porém, o recuo supera 90%.
O relatório foi divulgado durante reunião da American Geophysical Research Union, organização sem fins lucrativos, com sede em Washington, nos Estados Unidos, e com foco na organização e disseminação de informações científicas no campo da geofísica.
De acordo com o documento, padrões climáticos e mudanças na vegetação estão tornando a tundra do Ártico — o bioma mais frio da Terra — menos acolhedora para a espécie.
As renas e os caribus pertencem à mesma espécie, mas são de subespécies diferentes. As renas são um pouco menores e, embora ainda existam algumas populações selvagens, já chegaram a ser domesticadas, ao contrário dos caribus.
De acordo com cientistas que monitoram os números, na porção canadense do Alasca o total de cabeças em algumas manadas recuou mais de 90% —"foram declínios tão drásticos que não há recuperação à vista", afirmou o relatório.
Por que eles são afetados pelo aquecimento do Ártico?
Há vários motivos.
Howard Epstein, cientista ambiental da Universidade da Virgínia e parte da equipe internacional de pesquisadores responsável pelo relatório, disse à BBC News que o aquecimento na região não tem mostrado sinais de arrefecimento.
"Nós vemos que a seca tem aumentado em algumas áreas, e o aquecimento em si leva a uma mudança de vegetação."
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