
20/12/2018
O cimento é o material feito pelo homem mais amplamente usado que existe. Ele só perde para a água como recurso mais consumido no planeta.
Sua forte presença ajudando a moldar construções, porém, também tem um efeito colateral sobre o clima: seu processo de produção é visto como uma gigantesca fonte de dióxido de carbono (CO2) - um dos gases responsáveis pelo aquecimento global.
E possíveis soluções para minimizar o problema estão na pauta de discussão agora.
Segundo o instituto de pesquisa britânico Chatham House, o cimento é fonte de aproximadamente 8% das emissões mundiais de CO2. Se sua indústria fosse um país, seria o terceiro maior emissor desse gás, no mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos.
Em outra comparação, suas emissões superam as do combustível de aviação (2,5%) e não estão muito atrás das geradas pelo agronegócio global (12%), por exemplo.
Com emissões nessa proporção, o assunto esteve entre os que foram discutidos na conferência da ONU sobre mudança climática, a COP24, encerrada no sábado na Polônia.
Durante o evento, representantes do setor debateram formas de atender aos requisitos do Acordo de Paris - um compromisso mundial para reduzir a emissão de gases na atmosfera.
Para que o acordo seja cumprido, as emissões anuais do cimento deverão ser reduzidas em pelo menos 16% até 2030.
A tarefa não é considerada fácil.
Esta matéria pode ser lida no G1
Rio Ocean Week 2026 debate preservação dos oceanos e poluição marinha
10/09/2026
Contaminação ameaça futuro de terreno da Refit de 600 mil m² na Avenida Brasil
10/09/2026
Empresa é autuada por dispersão de minério de ferro em condomínios de luxo de Mangaratiba
10/09/2026
Da praia à montanha: aos 60 anos, voluntário conclui 2.200km de trilha pelo estado do Rio em quatro meses
10/09/2026
Rio da Prata seca e 200 peixes ilhados em poças são resgatados em MS
10/09/2026
Bacia-esponja pode evitar inundações urbanas
10/09/2026
