
20/12/2018
O uso de novas tecnologias é a aposta do Corpo de Bombeiros para aumentar a eficiência nas atividades de busca e salvamento neste verão. Com essa finalidade, estão sendo adquiridos quatro novos drones, com câmeras térmicas e de alta resolução.
Segundo o secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Roberto Robadey, a tecnologia deverá melhorar e facilitar os trabalhos, ja que os drones possuem maior mobilidade e acesso aos mais diferentes locais. Ele afirma que a opção pelo equipamento foi em função da tecnologia e do custo, bem menor que o de um helicóptero.
– Com a câmera térmica é possível identificar, por exemplo, uma vítima de afogamento já submersa. Isso possibilita até resgatá-la ainda com vida. Além disso, em buscas em uma mata, o equipamento pode detectar uma pessoa, mesmo debaixo de folhagens. O equipamento tem altíssima sensibilidade e pode captar o calor da sua mão numa parede mesmo alguns minutos depois de você retirá-la – diz o coronel.
Os quatro drones dos bombeiros e outros dez que serão destinados a vários órgãos do governo foram adquiridos pelo Gabinete de Intervenção Federal.
- A verba já foi empenhada e a previsão é de que já estarão em uso neste verão - diz o comandante-geral, acrescentando que cada drone custou R$ 140 mil.
Segundo ele, em dias normais, os drones ficarão a postos para buscas. Mas na alta temporada de verão e em dias de praias cheias, eles também serão usados para ajudar no monitoramento, aumentando o patrulhamento.
- O principal objetivo desse monitoramento não é segurança, mas as imagens ficam gravadas e, se observarmos irregularidades, acionaremos as autoridades competentes por meio de nossos canais diretos - afirma o coronel.
Para salvamento nas praias, dois novos modelos, australianos, estão sendo avaliados pela corporação. Uma equipe de profissionais está fazendo contato com os fabricantes para testar a precisão e a eficiência dos equipamentos, que lançam uma boia para a vítima de afogamento.
- São dois modelos. Um lança uma boia rígida, e outro, uma boia que infla após o contato com a água. No início do projeto para implantar drones, testamos um que lançava uma boia já inflada, mas o vento levava a boia para longe da vítima. Tínhamos que enviar dois salva-vidas. Um para salvar a vítima e outro para salvar a boia. Não se mostrou útil - conclui Robadey.
O uso de drones pela corporação já ocorre há três anos, tanto em buscas como em salvamentos, seja na praia ou incêndios. Hoje, são quatro aparelhos em atividade.
- Usamos drones no incêndio que aconteceu esta semana na refinaria de Manguinhos, o que nos permitiu ver a necessidade de estabelecer viaturas do outro lado do incêndio, aumentandoa efetividade do combate. No caso do incêndio do Museu Nacional, como era noite, não pudemos usar o drone. Mas com a chegada dos equipamentos com câmera térmica, isso vai mudar. Por meio da nuance da temperatura, será possível voar à noite - diz o coronel.
Fonte: O Globo
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