UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Bicicletas elétricas têm legislação própria, mas poucas pessoas a respeitam

08/01/2019

Há cinco anos, a corretora de imóveis Nicolli Cinelli, de 37 anos, mudou-se de Niterói para o Rio de Janeiro e topou com uma dificuldade de ordem prática: por conta do custo alto para bancar uma garagem, teria dificuldades em manter o carro. O jeito foi adotar um novo meio de transporte. Com o dinheiro do carro vendido, Nicolli investiu em uma bicicleta elétrica que usa quase todos os dias, seja para ir trabalhar ou levar a filha para a escola.
— Já pedalava antes de comprar um modelo elétrico, mas não com tanta frequência. Gosto da bike elétrica pela facilidade que proporciona ao ciclista, uma vez que para mim é impossível pedalar com uma bicicleta normal durante os dias de calor. Resolvi adotar a elétrica por conta dos custos de um carro. Quando engravidei, queria poder levar minha filha para os lugares pedalando. Hoje vamos à escola assim sempre — afirma Nicolli, que mora no Humaitá.
Se não é novidade que o número de bicicletas elétricas tem aumentado no país — em quantidade de vendas, é possível constatar que mais pessoas têm encarado o meio de transporte como real alternativa aos carros —, também é verdade que a regulamentação específica para elas ainda é pouco conhecida por usuários. Isso gera irregularidades nas ciclovias e reclamações de outros ciclistas.
Críticos dizem que o motor acoplado é fonte de mais acidentes e que modelos com essa opção ocupam o lugar “legítimo” de bikes nas ciclovias. A questão está no centro de debate em Nova York no momento, com o prefeito Bill de Blasio, da ala mais à esquerda do Partido Democrata, batendo de frente com proposta de regulamentação imediata das bicicletas e patinetes elétricos na cidade sem uma ampla discussão sobre a segurança dos novos meios de transporte.
Usuários, lá e cá, no entanto, garantem que as bikes motorizadas representam uma nova tendência do mercado e precisam ser respeitadas. De acordo com um relatório publicado neste mês pela associação Aliança Bike, mais de 10 mil bicicletas elétricas foram vendidas em 2016 no Brasil, o que ainda representa tímidos 0,3% do total de bikes comercializadas naquele ano. Ainda assim, a associação estima que o mercado passe por um crescimento de 20% anualmente a partir de 2010 e que chegue a 90 mil unidades vendidas em 2020, com base na experiência de outros países.
O número crescente fez a legislação brasileira definir, pela primeira vez em 2009 e com atualização em 2013, o enquadramento para os veículos desse tipo.
— As bicicletas elétricas vieram para ficar, e o mercado brasileiro tem absorvido aos poucos esses novos produtos. Hoje, os deslocamentos com bike elétrica correspondem a 3% do total, o que ainda parece pouco, mas tem aumentado. O problema é que a maioria dos ciclistas não conhece a forma que a lei enquadra a bicicleta elétrica, seus direitos e deveres — afirma o presidente da ONG Transporte Ativo, José Lobo.

A matéria completa pode ser lida em O Globo

Novidades

Rio Ocean Week 2026 debate preservação dos oceanos e poluição marinha

10/09/2026

O fotógrafo e ambientalista Mário Barila retorna ao Rio neste mês de setembro para uma agenda que re...

Contaminação ameaça futuro de terreno da Refit de 600 mil m² na Avenida Brasil

10/09/2026

O futuro de uma área de cerca de 600 mil metros quadrados ocupada pela Refit, antiga Refinaria de Ma...

Empresa é autuada por dispersão de minério de ferro em condomínios de luxo de Mangaratiba

10/09/2026

A empresa de logística MRS, concessionária de transporte ferroviário, foi autuada na última sexta-fe...

Da praia à montanha: aos 60 anos, voluntário conclui 2.200km de trilha pelo estado do Rio em quatro meses

10/09/2026

O militar aposentado Luiz Aragão, de 60 anos, é o primeiro a percorrer a trilha de longa distância "...

Rio da Prata seca e 200 peixes ilhados em poças são resgatados em MS

10/09/2026

Trechos do Rio da Prata, em Jardim, voltaram a secar devido à estiagem na região, colocando peixes e...