
30/04/2019
Línguas negras em Copacabana , Leme e São Conrado se tornaram um espantalho para turistas e uma dor de cabeça para os moradores. Agravados pelas chuvas recentes, os vazamentos na orla exalam mal-cheiro e facilitam a transmissão de doenças.
Em Copacabana, uma galeria na altura da Rua Santa Clara jogava na areia da praia um lodo esverdeado salpicado de garrafas, embalagens plásticas e até um cabide no começo da tarde desta quarta-feira. De acordo com vendedores, os vazamentos no local após fortes chuvas são frequentes há mais de 40 anos e seguem sem solução. Desde a tempestade da semana passada, a área se encontra inundada.
— Quando chove, isso aqui fica parecendo o Rio São Francisco, só que com uma água preta e imunda. Já vi até sofá descer com a correnteza. Nos dias em que o mal-cheiro fica muito forte, o movimento cai pela metade e movemos a barraca mais para cima, para tentar atrair mais clientes — conta Jeferson Martins, barraqueiro que atua na região.
No Leme, a língua negra após tempestades na altura da Rua Aurelino Leal existe há quase 30 anos, de acordo com o relato de comerciantes. Depois do temporal da semana passada, um homem que trabalha na região fotografou crianças brincando na água suja.
A matéria na íntegra pode ser lida em O Globo
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