UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Relatório mostra que o Brasil lidera o desmatamento de florestas tropicais

30/04/2019

Dois estudos mostraram o avanço do desmatamento no Brasil.
O estudo do Global Forest Watch mostra que, na soma de todos os biomas, não só a Amazônia, o Brasil foi o país que mais perdeu árvores em 2018 em todo o mundo – 1,3 milhão de hectares de florestas primárias, aquelas que não tinham sofrido interferência humana.
Se formos olhar só para a Amazônia Legal, os números do Imazom, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, mostram que entre agosto de 2018 e março de 2019, período que compreende o ciclo do desmatamento, a região perdeu 1.974 quilômetros quadrados de florestas, um aumento de 24% em comparação com o mesmo período anterior.
Foram números como estes que levaram cientistas de todos os países da União Europeia a publicar um manifesto na revista “Science”. Eles lembram que o Brasil, que abriga uma das últimas grandes florestas do planeta, está em negociações com o bloco, seu segundo maior parceiro comercial, e que a União Europeia deveria aproveitar essa oportunidade para garantir que o Brasil proteja os direitos humanos e o meio ambiente.
Os cientistas afirmam que as florestas, os pântanos e as savanas do Brasil são cruciais para uma grande diversidade de povos indígenas, para a estabilidade do clima e para a conservação da biodiversidade.
Além disso, dizem que parar o desmatamento faz sentido para a economia, já que as florestas são importantes para manter os padrões de chuva necessários à agricultura brasileira, e que recuperar terras degradadas e melhorar a produção poderiam atender à crescente demanda agrícola por pelo menos 20 anos, sem a necessidade de mais desmatamento.
Um dos autores deste manifesto é o brasileiro Tiago Reis; ele diz que a intenção foi chamar atenção para as medidas tomadas pelo novo governo brasileiro.
“O foco no Brasil é justamente porque nós temos acompanhado a evolução do novo governo e temos ficado muito preocupados com os discursos, mais efetivamente quando esses discursos começaram a se transformar em medidas concretas por meio dos decretos, das mudanças nas agências, os rearranjos quando o governo transfere, por exemplo, a Funai para o Ministério da Agricultura. Quer dizer, isso são medidas concretas que, de fato, acenderam o sinal de alerta para a comunidade científica internacional”, afirmou o cientista.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que muitos dos cientistas que assinaram a carta estão ligados a ONGs internacionais e que, por trás deste manifesto, há interesses comerciais.
“Há uma guerra comercial da agricultura brasileira, do agronegócio brasileiro, com os países europeus e com os Estados Unidos, enfim, com mercado internacional, para fornecer para a China, para fornecer em outros lugares. Então, tudo é pretexto para atrapalhar o agronegócio brasileiro. O Brasil é o país que mais preserva no mundo. Só de área de reserva legal em propriedades privadas, o Brasil tem o território da Itália, da Espanha e de Portugal juntos. Isso só de reserva legal. Sem contar unidades de conservação, terras indígenas e outras áreas de preservação”, disse Salles.
André Guimarães, coordenador da Coalizão Brasil Clima, disse que é possível conciliar desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente, como pedem os cientistas europeus na carta divulgada.
“Cabe a nós decidir se a gente quer respeitar esses requisitos ou não, se a gente quer tê-los como clientes ou não. É um papel nosso. Agora, o fato é que a gente cuidando do nosso meio ambiente, das nossas florestas, nós vamos abrir mercado, nós vamos poder exportar mais.

A matéria completa pode ser lida no G1 / JN

Novidades

Cupins voadores tomam conta de casas no Rio; calor e chuva favorecem fenômeno

08/09/2026

Moradores de várias regiões da cidade do Rio têm se deparado com grandes revoadas de cupins voadores...

SOS Mata Atlântica completa 40 anos tentando reacender mobilização popular

08/09/2026

A forma como hoje falamos, regulamos e nos preocupamos com a mata atlântica, onde vive a maior parte...

Pampas perderam 11,3 milhões de hectares de vegetação nativa em 40 anos, mostra MapBiomas

08/09/2026

A região dos Pampas perdeu 11,3 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024, aponta um...

GWM e Green Mining impulsionam reciclagem em Fernando de Noronha

08/09/2026

Fernando de Noronha agora conta com novos reforços para fortalecer a Economia Circular na ilha. Além...

Ibama apreende 510 aves e leva 27 pessoas à polícia por tráfico de fauna silvestre no PE

08/09/2026

Uma operação do Ibama neste sábado (5) apreendeu 510 aves e prendeu em flagrante nove pessoas sob su...

A viagem gelada da vacina: como calor, enchentes e apagões ameaçam cada dose de imunizantes no Brasil

08/09/2026

Uma dose de vacina é aplicada em segundos, mas chega ao braço no fim de uma viagem longa e gelada. D...