
19/03/2020
Um estudo publicado na terça-feira (17) na revista científica "New England Journal of Medicine" afirma que o coronavírus responsável pela doença Covid-19 consegue sobreviver até 3 dias em algumas superfícies, como plástico ou aço.
O estudo foi realizado por cientistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), da Universidade da Califórnia, de Los Angeles e de Princeton. O trabalho avalia a resistência do vírus em cinco materiais diferentes, e mostra que o novo coronavírus fica "mais estável" em plástico e aço inoxidável, que são materiais bastante utilizados no dia a dia da população.
Veja o tempo de sobrevivência do novo coronavírus em cada material, de acordo com este estudo.
* Aço inoxidável: 72 horas
* Plástico: 72 horas
* Papelão: 24 horas
* Cobre: 4 horas
* Aerossolizada/ Poeiras: 40 minutos a 2:30 horas
A pesquisa simulou pessoa tossindo ou espirrando usando um nebulizador, e descobriu que o vírus se tornou uma espécie de poeira - suas partículas ficam suspensas no ar - tornando-o detectável por quase três horas.
Segundo a AFP, um artigo feito por cientistas chineses descobriu que uma forma aerossolizada do novo coronavírus estava presente nos banheiros de pacientes de um hospital de Wuhan. Segundo estudos, o novo coronavírus é eliminado nas fezes.
Ainda segundo a agência, uma forma aerossolizada de SARS foi responsável por infectar centenas de pessoas em um complexo de apartamentos em Hong Kong, em 2003, quando uma rede de esgoto vazou para um ventilador de teto, criando uma fumaça carregada de vírus.
Por isso, o estudo norte americano, comparou o tempo de sobrevivência do vírus SARS-CoV-2 e do SARS-CoV-1. O primeiro é o coronavírus, responsável pela Covid-19. O segundo, é o vírus que provoca a Influenza. Os vírus foram testados por 7 dias em diferentes superfícies a uma temperatura entre 21 e 23ºC, com 40% de umidade.
A comparação entre os dois vírus demonstrou que eles possuem características semelhantes, apesar de, em algumas superfícies, variar o tempo de sobrevivência.
"Isso indica que as diferenças nas características epidemiológicas desses vírus provavelmente surgem de outros fatores, incluindo altas cargas virais no trato respiratório superior e o potencial de pessoas infectadas com SARS-CoV-2 transmitirem o vírus enquanto assintomáticas", aponta o estudo.
Saiba mais no G1
Estado do Rio fiscaliza 168 alertas de desmatamento e aplica mais de R$ 800 mil em multas
01/09/2026
Filhote de harpia nasce após ´cesárea´ no Zoológico; FOTOS
01/09/2026
Troca Certa coleta eletroméstico antigo e pode dar desconto
01/09/2026
ONU aponta iniciativa no Cerrado como “Referência da Restauração”
01/09/2026
Artesãs de Salvador transformam resíduos de corda náutica em bolsas
01/09/2026
Cientistas usam ´impressão digital´ da água para mapear alterações nas chuvas da Amazônia
01/09/2026
