
05/05/2020
Estudo publicado pela revista Nature Communications, nesta quarta-feira, 29 de abril, aponta que, em 2030, a emissão mundial de gases do efeito estufa será 22,4 bilhões de toneladas de CO2-equivalente (22,4 GtCO2eq) acima do limite necessário para que o aquecimento global não supere 2° Celsius acima dos níveis pré-industriais.
O artigo Taking stock of national climate policies to evaluate implementation of the Paris Agreement é assinado por pesquisadores de vários países, entre eles os professores do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) Roberto Schaeffer e Pedro Rochedo, e o pesquisador Alexandre Koberle, doutor em Planejamento Energético pela Coppe. Em resumo, se mantidas as políticas climáticas atuais, os países não cumprirão o Acordo de Paris.
A situação fica ainda mais crítica se levado em conta a recomendação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), de o aquecimento global não superar 1,5° C. Nesse caso, o desafio será ainda maior: 28,2 gigatoneladas de CO2. Segundo o professor da Coppe, Roberto Schaeffer, para fechar este hiato até 2030, o uso de energia renovável deveria crescer 6,9%, a eficiência energética deveria crescer 9,6% (cenário de 2º C) ou, respectivamente, 13% e 17,5% (cenário de 1,5ºC).
O estudo foi baseado nas bases de dados de políticas públicas dos sete países (Brasil, China, Estados Unidos, Índia, Japão, Rússia e União Europeia) que mais emitem gases causadores de efeito estufa (GEE) e uma análise de cenários multimodelos.
Fonte: Nature
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