UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Covid-19: o que é “passaporte imunológico” e o que dizem os cientistas

14/05/2020

Com o avanço da pandemia de Covid-19, alguns governos ao redor do mundo sugeriram a possibilidade da criação de um “passaporte imunológico”, que seria concedido àqueles que já foram contaminados pelo novo coronavírus e estão curados. A criação desse atestado parte da premissa de que quem já foi infectado pelo Sars-CoV-2 desenvolveu anticorpos para o microrganismo e, portanto, não pode ficar doente de novo.
Acontece que os cientistas ainda não sabem se nosso corpo é, de fato, capaz de desenvolver uma defesa prolongada ao novo coronavírus. “Algumas infecções nunca se repetem depois que você as contrai, como sarampo e varíola. Mas você pode obter muitas outras novamente, como gripe e tétano”, explica Sanjaya Senanayake, infectologista da Universidade Nacional Australiana, em um texto publicado no The Conversation.
Para compreender o debate acerca do tal “passaporte imunológico”, primeiro é preciso entender como funciona a produção de anticorpos no nosso organismo.
Vamos lá: quando um vírus ataca sua primeira célula do corpo, a partícula infectada emite diversos sinais químicos que ativam as células imunológicas para combater o invasor. Apesar desse mecanismo ser rápido, ele não é direcionado ao agente causador da infecção. Funciona mais como um alerta geral de que algo errado está acontecendo.
É aí que o chamado sistema imunológico adaptativo prepara seu exército especializado, os anticorpos. “O corpo produz diferentes tipos de anticorpos para responder a diferentes partes do vírus, mas apenas alguns têm a capacidade de impedir que o microrganismo entre nas células, os chamados ‘anticorpos neutralizantes’", esclarece Senanayake.
São justamente esses anticorpos que ficam guardados na “memória” do sistema imunológico. Dessa forma, quando somos infectados novamente pelo mesmo microrganismo, o corpo pode apenas enviar esse “exército especializado” e conter o vírus antes de ficarmos doentes.
Vale pontuar que nosso sistema de defesa também também produz as células T, que reconhecem e eliminam outras células infectadas pelo vírus. Esse mecanismo é chamado de imunidade celular e também é muito importante para prevenir novas infecções.
Um estudo conduzido pela Universidade Tsinghua, na China, analisou amostras sanguíneas de 14 pacientes com Covid-19 que apresentaram sintomas relativamente leves da doença 14 dias após terem alta hospitalar. Segundo o artigo, publicado na edição de maio da revista Immunity, 13 dessas pessoas apresentaram altos níveis de anticorpos contra o Sars-CoV-2.
A descoberta foi comemorada, porque corrobora hipóteses criadas a partir de estudos sobre um outro tipo de coronavírus, o Sars-CoV-1. Esse é o microrganismo por trás da Sars, doença que surgiu na China em 2002 e se espalhou pelo mundo, infectando mais de 8 mil pessoas. Uma pesquisa publicada em 2008 no The Journal of Immunology mostrou 90% dos sobreviventes da Sars têm anticorpos funcionais neutralizantes Sars-CoV-1, e cerca de 50% apresentam forte resposta dos linfócitos T, outra “arma” dos sitema imunológico.

Saiba mais na Revista Galileu

Novidades

Estado do Rio fiscaliza 168 alertas de desmatamento e aplica mais de R$ 800 mil em multas

01/09/2026

O Estado do Rio de Janeiro fiscalizou 168 alertas de desmatamento durante a Operação Mata Atlântica ...

Filhote de harpia nasce após ´cesárea´ no Zoológico; FOTOS

01/09/2026

Uma harpia precisou passar por uma espécie de "cesárea" para nascer no Zoológico de São Paulo. A ha...

Troca Certa coleta eletroméstico antigo e pode dar desconto

01/09/2026

Dar um destino adequado para um eletrodoméstico que chegou ao fim de sua vida útil não precisa ser d...

ONU aponta iniciativa no Cerrado como “Referência da Restauração”

01/09/2026

A ONU reconheceu a iniciativa brasileira Araticum – Restauração do Cerrado Brasileiro, como uma Inic...

Artesãs de Salvador transformam resíduos de corda náutica em bolsas

01/09/2026

Desde 2022, os resíduos gerados pela fábrica de móveis da Tidelli estão sendo transformados em bolsa...

Cientistas usam ´impressão digital´ da água para mapear alterações nas chuvas da Amazônia

01/09/2026

As secas históricas de 2023 e 2024 na amazônia não apenas reduziram o volume dos rios, mas alteraram...