
14/05/2020
Uma tartaruga-marinha-comum tratada e reinserida no oceano em maio de 2019 já nadou cerca de 2.560 km ao longo do último ano, e seus dados de deslocamento estão sendo usados em um estudo sobre os machos da espécie. Isso porque o localizador segue acoplado ao casco do animal, quando o normal é que ele se perca depois de alguns meses.
Apelidado de Sr. T, o macho adulto foi resgatado em fevereiro do ano passado e teve que passar por cirurgias para remoção de um anzol no Hospital da Tartaruga em Marathon, na Flórida (EUA). Meses depois, no dia 7 de maio, ele foi solto pesando cerca de 90 kg na praia de Sombrero.
Nesse último ano, Sr. T percorreu parte do Oceano Atlântico perto de Keys, e também foi até o Golfo do México, a sudoeste da Flórida.
"Não se sabe muita coisa sobre machos adultos. As fêmeas vêm para a costa botar os ovos, mas os machos nunca voltam, então não temos oportunidade de colocar localizadores neles", explica Bette Zilkerbach, gerente do Hospital de Tartaruga de Florida Keys.
Segundo ela, é raro que um transmissor pequeno permaneça preso a uma tartaruga-marinha por tanto tempo e continue funcionando. Eles costumam durar de 4 a 6 meses, mas como o Sr. T já é adulto sua taxa de crescimento é lenta, e seu casco não se renova tanto quanto os mais novos.
As informações de deslocamento do Sr. T podem ser acompanhadas neste site
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