
25/06/2020
O turismo estrangeiro caiu 90% no Pantanal mato-grossense no período da pandemia do coronavírus (Covid-19). O ‘carro-chefe’ do ecoturismo no estado é a observação de onças-pintadas durante passeios de barcos em rios do Pantanal.
O Pantanal mato-grossense é reconhecido pela abundância da vida selvagem em uma área de 140 mil metros quadrados.
A situação tem preocupado o setor que trabalha diretamente no turismo, empresários e o governo.
O afastamento dos turistas deixou as onças ‘mais à vontade’, como contou ao G1 Ailton Lara, que é empresário, fotógrafo e guia de turismo na região de Porto Jofre, em Poconé, a 104 km de Cuiabá.
“Os turistas estão cancelando. Temos em mais ou menos 100% de cancelamento dos turistas internacionais para o mês de julho e 90% para o mês de agosto. Para o mês de outubro, alguns turistas ainda estão resistentes. Eles não querem fazer o cancelamento e torcem para que as coisas melhorem”, contou.
Segundo o secretário adjunto de Turismo de Mato Grosso, Jefferson Moreno, o turismo será o setor que irá retomar as atividades mais tarde.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) estima que, até o momento, 90% das reservas de turistas estrangeiros no Pantanal estão canceladas ou remarcadas.
“Ao longo destes 90 dias de pandemia, os municípios foram responsáveis por seus decretos locais de emergência sanitária. Alguns fecharam tudo logo no primeiro momento, como Poconé, outros decidiram esperar mais tempo, como Cáceres, que também tem turismo para observação de onças”, comentou Moreno.
Para quem precisa sobreviver e trabalha diretamente com a observação dos animais no Pantanal, a alternativa foi buscar outras formas de divulgação.
“Nós estamos nos reinventando e tentando atrair o público brasileiro. Diminuímos os valores e estamos nos readequando para ficar um pacote mais em conta, porque o brasileiro ganha em real. Estamos trabalhando mais aos finais de semana para juntar um grupo para ficar mais barato. O resto da semana a gente fica parado. É mais em conta ficar parado do que ter poucos turistas”, disse Ailton.
Leia mais no G1
Antes ameaçadas, baleias-jubarte abundam no litoral brasileiro
01/09/2026
Alemanha testa nova geração de energia geotérmica
01/09/2026
Quênia avança no acesso à eletricidade com energia limpa
01/09/2026
Cientistas usam narvais para descobrir o que está acontecendo sob gelo do Ártico
01/09/2026
As 4 regras de ouro do Japão para tornar suas cidades mais habitáveis
01/09/2026
Burros ajudam a prevenir incêndios na Espanha
01/09/2026
