
24/08/2021
No início deste mês, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) lançou um alerta: o aumento da temperatura global em relação aos níveis pré-Revolução Industrial pode chegar ao patamar de 1,5 grau Celsius já na próxima década.
Para conter o aquecimento global, só há um caminho: reduzir os gases que provocam o efeito estufa. Os cientistas afirmam que, para isso, os países devem se comprometer com metas mais ambiciosas no Acordo de Paris, que será discutido na 26ª Conferência das Partes (COP), em Glasgow, em novembro.
Um dos mecanimos para alcançar essas metas é o mercado de crédito de carbono, onde empresas de países poluidores podem compensar suas emissões comprando créditos de projetos que retiram CO2 da atmosfera.
Para isso, elas precisam calcular sua pegada de carbono, ou seja, o montante de gases do efeito estufa - convertidos em carbono equivalente - que emitem durante a produção de um produto ou serviço.
Nós também contribuímos para o aquecimento global quando usamos o carro, ligamos o ar-condicionado ou comemos carne. A melhor forma de reduzir esse impacto é mudando nossos hábitos. E nada melhor do que saber quanto emitimos para que possamos alterar nosso comportamento.
O Globo desenvolveu uma calculadora, em parceria com a Carbonext - empresa que gerencia projetos de crédito de carbono - para estimar as emissões de CO2 dos leitores, a partir de perguntas simples como quanto você paga de conta de luz e quanto tempo você passa no ônibus.
Ao fim do cálculo, é possível comparar com a média nacional de emissões e saber de que atividades vem a maior parte de sua contribuição de gases do efeito estufa.
O brasileiro emite em média 10,4 toneladas de CO2 por ano, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), iniciativa do Observatório do Clima que reúne mais de 50 organizações. Descubra a sua pegada de carbono.
Fonte: O Globo
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