
11/11/2025
Após a abertura oficial da COP 30 em Belém, nesta segunda-feira (10), o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), afirmou que a realização do evento em uma cidade da Amazônia representa uma oportunidade para colocar as florestas tropicais no centro das atenções.
Segundo Helder Barbalho, sob a liderança do Brasil, será possível produzir um documento final robusto, com soluções importantes para o meio ambiente e conectadas às urgências climáticas.
“A oportunidade de acontecer na Amazônia, em Belém, projeta que as florestas tropicais estejam no centro das atenções, para que possamos efetivamente garantir que os financiamentos, na agenda do clima, assegurem que a preservação da floresta se transforme em economia verde”, afirmou.
Com o início das discussões formais a partir desta segunda (10) e o consenso alcançado entre os países sobre a agenda oficial da conferência do clima da ONU, o governador destacou a abertura ao diálogo entre os participantes.
“Festejo o diálogo e a capacidade dos delegados dos países de construir consensos que permitam iniciar o exercício das discussões e dos debates que culminarão, ao fim da COP, no documento que norteará as decisões tomadas aqui.”
Helder afirmou ainda que a COP 30 de Belém deverá registrar o maior público da história das edições da conferência. Segundo ele, o evento contou nesta segunda com 61 mil inscritos.
Carlos Nobre, um dos coordenadores do Pavilhão de Ciências Planetárias, na Blue Zone da COP 30, afirmou que o “Fundo Florestas Tropicais Para Sempre”, lançado durante a Cúpula do Clima, é uma iniciativa muito importante.
“Esse projeto de fundo para a proteção das florestas tropicais, inclusive da nossa Amazônia e da Mata Atlântica, é fundamental, pois será a primeira vez na história que haverá pagamento por serviços ecossistêmicos”, afirmou.
Nobre, que é copresidente do Painel Científico para a Amazônia, explicou que as florestas sempre prestaram um belíssimo serviço ecossistêmico, mas nunca receberam valorização na sociedade moderna.
“O fundo prevê o pagamento de 4 dólares por hectare por ano para quem mantiver a floresta. Se alguém desmatar um hectare, perde 100 desses, ou seja, 400 dólares”, explicou.
O cientista se diz otimista que de fato a COP vai conseguir transmitir para todos os negociadores o risco que o planeta está correndo.
“Essa COP vai fazer com que os países se comprometam com grandes fundos de financiamento, não só para a transição energética, mas também para ampliar a capacidade de adaptação de bilhões de pessoas”, destacou.
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