
30/07/2018
Muitas metrópoles do mundo ainda têm o que avançar quando o assunto é o estímulo ao transporte coletivo ou mais sustentável. Alguns centros urbanos brasileiros e estrangeiros, no entanto, têm acumulado boas experiências nessa direção. Enquanto Fortaleza criou sistema de carros compartilhados, Curitiba integrou a gestão de sua rede, e Goiânia passou a divulgar nas ruas informações sobre viagens. Já Londres vem adotando cobranças para inibir uso de carros, e Bogotá se tornou uma referência em políticas para bicicletas.
Em Fortaleza, o sistema de carros elétricos compartilhados, já difundido na Europa, existe desde setembro de 2016. O passe mensal custa R$ 20 (e R$ 15,00 para quem tem Bilhete Único). Cada viagem, entretanto, tem um custo que varia de R$ 15,00 (meia hora) a R$ 35,00 (121 a 180 minutos). É por meio de um aplicativo que os usuários se cadastram, fornecem a Carteira de Habilitação e adquirem os passes e viagens. O sistema, que começou a operar com cinco estações no Centro Histórico de Fortaleza, já soma 16. Em cada uma delas, há espaço para quatro carros. Os veículos são abastecidos nos próprios terminais. Segundo os desenvolvedores, cada automóvel compartilhado evita entre seis e nove particulares.
Em Goiânia, foi criado em 2009 um serviço de informações em tempo real sobre as linhas de ônibus dos 18 municípios da Região Metropolitana. O Serviço de Informação Metropolitano (SIM) nasceu da obrigação de as concessionárias que assinaram o contrato de concessão na época desenvolverem um serviço de dados para os usuários. Mais recentemente, em 2016, placas eletrônicas com o trajeto e o tempo de chegada de cada linha foram colocados em pontos de ônibus mais movimentados da região. Esses dados também estão disponíveis na internet e em terminais de consulta interativa, os “i-Center”, dispostos em paradas de ônibus. Por meio deles, é possível pesquisar trajetos e horários de coletivos.
Além de ter exportado o sistema de BRTs para cidades do Brasil e do mundo, Curitiba também criou um modelo de gestão integrada para sua Região Metropolitana que pode ser referência para o Rio. Os municípios abrem mão da autonomia sobre suas linhas de ônibus e quem as gerencia é a empresa Urbanização de Curitiba (URBS). Isso facilitou a integração física e, principalmente, tarifária entre as 13 cidades da Grande Curitiba. A arrecadação com as passagens é redistribuída para as empresas de acordo com os quilômetros rodados nas linhas. Já os passageiros pagam uma tarifa única, mesmo que usem ônibus em duas cidades diferentes.
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